Caríssimos co - irmãos,
Desde do dia em que recebi a destinação vocês se dirigiem a mim dizendo missionário partente, acreditem, esta frase está me ajudando muito na preparação e com certeza me ajudará nos primeiros meses em Bissau. Pois vi na expressão de cada um de vocês o desejo de que eu realize plenamente a dimensão missionária de minha vocação.
Nestes meses em preparação à nova missão, tenho me colocado algumas perguntas: Esses primeiros anos de sacerdócio e de missão, o que dizem a mim, à minha família PIME e a cada pessoa que Deus colocou em minha vida? Como resposta surgem sentimentos que me conscientizam da preciosidade deste dom.
Antes de tudo o sentimento de gratidão e louvor pelos acontecimentos e os encontros que nos falaram do amor de Deus, da sua presença e sua companhia em minha vida; pelas pessoas significativas (Pe. Darci, animadores, padres anciãos, padres que trabalham em nossas paróquias, a direção regional anterior e atual e tantos leigos e leigas que nos ajudam nas várias atividades deste centro) que, como Jesus, estiveram ao meu lado e me ajudaram a reconhecer o amor de Deus e me questionaram com o seu testemunho.
Através dos encontros...
e com a ajuda de padres, leigos e leigas tivemos a graça de vê o Senhor realizar grandes maravilhas em favor das pessoas (adolescentes, jovens e famílias) que conosco incrementaram e deram vida a este Centro de Encontros, formando-os à vida humana e cristã e ajudando-os a descobrir o Projeto de Amor que Deus tem para cada um deles. Tenhamos fé e esperança que Deus dará o fruto do que semeamos. E isso já podemos visualizar na decisão de alguns jovens rumo ao sacerdócio missionário; a partir de agora nos responsabilizaremos por eles, acompanhando-os com nossa amizade e orações.
Não posso deixar de esquecer um gesto concreto que nos tornou missionários (as) além de nossos muros geográficos e culturais: a Festa Missionária. Vejamos como podemos fazer muito, quando unimos as forças, colocando em prática os dons e talentos recebidos de Deus.
O segundo sentimento é auto-avaliação: para assim verificar o quanto fiz e estou fazendo para revitalizar a cada dia o carisma missionário a mim confiado.
O
terceiro sentimento é um sonho e ao mesmo tempo uma súplica
a Deus: que Ele,
com
nossa colaboração
(formando
em nossas comunidades paroquiais grupos de adolescentes e jovens vocacionais),
complete em nós e em cada pessoa que Ele nos confia a obra começada.
Desejo
a vocês e a todos os membros de vossas comunidade um Santo e Abençoado
Natal !
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CARíSSIMOS AMIGOS,
Desde
minha chegada (na
Guiné, África), em março, tive a oportunidade
de visitar as missões das Dioceses de Bissau e de Bafatá,
onde trabalham os padres do Pime.
As visitas (um mês em cada missão) foram significantes, primeiramente pela oportunidade de me encontrar com todos os coirmãos em suas missões; e sugestivas, devido ao aspecto de missão clássica: visita às vilas, pequenas comunidades, algumas distantes do centro da missão, de difícil acesso. Em algumas, chegamos de carro; em outras, de moto ou de bicicleta, por estradas quase sempre danificadas; para chegar a outras, caminhamos a pé no meio da floresta ou navegamos mar adentro, de canoa. As vilas, chamadas "tabancas", são, em sua maioria, não cristãs, porque pertencem à religião tradicional ou são muçulmanas.
Depois das primeiras emoções e impressões, chegou o momento da real inserção, isto é, adaptação na vida do povo; uma fadiga cheia de imprevistos; atrativa e, ao mesmo tempo, desafiadora. Palavras e gestos que, para nós, são normais e aceitáveis, podem ser inoportunos por aqui. A primeira fase de adaptação significa ver e ouvir, sem tirar conclusões no que se refere ao clima, ao estudo da língua, ao conhecimento básico da situação atual do país.
Chegou o momento de iniciar o serviço missionário em uma das comunidades visitadas: a Paróquia de Nossa Senhora Imaculada dos Bijagós, na ilha de Bubaque, situada no Arquipélago dos Bijagós. A paróquia pertence à diocese de Bissau. Estou trabalhando com outro padre do PIME, Guerrino Vitali, há mais de 20 anos na Guiné, e com a comunidade das Irmãs Missionárias da Consolata. Iniciei meu trabalho com a Missa do primeiro Domingo de Advento. Este foi o meu primeiro natal em terra guineense, primeiro natal africano. Para mim, que começo a dar os primeiros passos missionários nesta terra, este foi um duplo Natal.
Agora,
mais do que antes, dou me conta de que ser missionário é
um dom que Deus me fez. Com amizade!
Pe Jaime Coimbra do Nascimento, PIME
Takir
- Antula - Caixa postal 385
CEP
1031, Bissau - Guiné Bissau - Africa Ocidental
E-mail:
pejaime72@yahoo.com.br